Mente e coração; desejosa frustração de acasos valiosos, em rara ocasião. Paixões são inegáveis, e você adora se aventurar. Diverte-se com corações, és um eterno amante, e abraça cada paixão. Não com avidez, mas delicadeza, saboreando cada gota deste mel que é mais doce quando escorre aos poucos. Se irá regozijar ou lamuriar, não se importa de início... a mente é forte para suportar; com riso ou uma introspecção a calar. Não as nega, pois são raras, pois não és covarde, pois ama se apaixonar. Por sorrisos e olhares, por intelecto e eloquência. Apaixonados, nos sentimos vivos, é divertido este estado... e mais divertido ainda encontrar pessoas de valores tão fascinantes, estas sim são paixões à não se negar. Pessoas fascinantes são raras. Sábios em tempos de ignorância. Ah... porque não se amar? Não é dependência de terceiros; se somos sábios, temos conhecimento de independentes sermos, que cada qual vive unicamente a si mesmo. Mas por que não adoçar mais a vida com um divertimento perigoso? Paixões são distrações, às vezes podem até evoluir. Se a vida lhe permite esta fonte de dor e prazer, por que negar-lhe? Temos sede de vida, sede de vidas, sede de nos sentirmos vivos! Nos saciemos com este líquido inebriante dos vinhedos da vida, sacramento do êxtase, da liberdade terna e ofegante, desejosa por mais ar, ar compartilhado, olhares compartilhados, lábios compartilhados...
Mas, afinal... escrevo à ti? Há uma paixão traduzida aqui? Proibindo-me de exaltar-lhe abertamente, disfarço em versos o delicioso escorrer de uma torrente romântica, por ora, inalcançável... talvez?
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Tu amaste, provavelmente, apenas pessoas que não existem, se não em tua mente.
Deuses não estão destinados à mortais, se não apenas para divertir-se como seres viventes.
Qual é o motivo de se relutar? Se machucar? Por favor... vá viver... se irá ou não doer? Como saber? Você só tem uma chance de viver, acostume-se com a dor e o prazer, e sempre a sorrir... caso contrário, irás apenas existir.
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