Monday, December 28, 2015

Star Wars VII The Force Awakens (2015)

(SEM SPOILERS)


"There's been an awakening. Have you felt it?"

Eu não consigo expressar ainda direito em palavras, sério. Ainda estou no mesmo êxtase do minuto inicial dos clássicos prelúdios de todo filme da saga, onde o mega sorriso foi compartilhado em lágrimas de todos os presentes que gritaram em euforia. Se você for um fã tão apaixonado, terá noção do brilho nos olhos que, como amantes de uma saga, eu estou agora e ficarei por um bom tempo.
Deixo aqui apenas a inigualável emoção de ter a honra de ser da geração que presenciará mais uma parte da saga Star Wars em sua imponência como filme! Ainda não acredito que estou vivendo parte da história do cinema sendo feita... fazendo parte das gerações que lotaram os cinemas em 1977, 1980, 1983, 1999, 2002, 2005 e, finalmente, 2015...
Foi único presenciar mais um capítulo do que será mais uma grande saga para o Universo Star Wars.
A Força definitivamente acordou.

Sunday, December 27, 2015

Aquela noite...


A timidez de olhos que entrecortaram-se por toda uma noite, em sorrisos de admiração e devaneios de criação.
Cada qual com seu mundo, sombrio ou fantástico, em declamações sonhadoras, sorríamos alegres a exclamar nossas crias; com tamanho deslumbre a brilhar veemente no olhar...
Da queda de Lucifer ao Sonho possuidor das areias, partimos em nossa ode literária...
Caminhávamos enquanto enaltecíamos nossos ídolos, num turbilhão de conhecimento maravilhoso! E a cada passo tu deixavas em mim a sensação de familiaridade a estranhar... de “uma coisa muito esquecida”... que alguns intitulam “cativar”.
Como guias de nosso furor, de empolgante eloquência; citei-te meu mentor:
“Que escala elevados montes e ri-se de todas as tragédias da cena e da vida.”
E tu em teu Monólogo sombrio, me responderia:
“Como quem para o próprio túmulo olha, e amarguradamente se antolha à luz de americano plenilúnio.”

Olhei-te com uma graça, ainda sem saber do que se tratava,
Mas, cada vez mais, teu sorriso tímido em segredo me encantava.
O vento, a chuva , o tempo, testemunhas de nossa saga, sob um céu vazio e cinza , numa funesta porém acolhedora aura de solidão; sentíamo-nos em casa.
Lágrimas gélidas nos banhavam, e em versos materializados, como que a paixão com que nossa voz era entoada junto a chuva, lamento poético dos céus, fizesse como que caminhássemos com nossos poetas entoados.
Tu invocaste os Portões do Inferno, eu invoquei o Vento do Oeste...

Tu graciosamente entoou:
“No existir, ser nenhum por mim se avança
Não sendo eterno, e eu eternal perduro;
Deixai, ó vós, que entrais, toda a esperança”
Eu graciosamente entoei:
“E, pela força encantatória desses versos,
Espalha a minha voz por entre a humanidade,
Como cinzas e chispas de lareira acesa!
Para a terra que dorme, sê, com estes lábios,
Oh! A trombeta de uma profecia! Vento,”
Ríamos e, assim, vangloriávamos a vida. Caminhando sob a chuva, com Dante e Shelley.

Dividimos aquela sem a qual a vida seria um erro;
Nós e eles, a ouvir o eco de uma maré distante, então eu lhe pego pela mão e a levo pela terra... e sob o Eclipse final, tudo o que você toca, tudo o que você vê, tudo o que é agora e tudo o que já se foi, a nossa frente... e ninguém nos chama à seguir, ninguém nos força a baixar nossos olhares, ninguém fala e ninguém tenta... ninguém voa ao redor do sol...

Deitando-me ao teu lado, divagamos angústias, ideologias, tristezas...
Abençoados pela solitude!
Seu conhecimento e eloquência em cada apelo apaixonado, que vestia com veludo purpúreo cada palavra que vinha de tua boca, me atingia e fascinava...
Cada frase, cada sorriso, cada desvio daquele lindo olhar tímido,
Que eu admirava em cada contorno de seu delicado brilho.

Fechamos nossos olhos, então, e uma dúvida crucial pairava sobre mim, numa incerta agonia, percebi.
Não fazia ideia, não havia certeza; mas ao despertar entendi...
Ao me ver admirando teu semblante, sorrindo como se estivesses sorrindo para mim.
Mas foi apenas quando vislumbrei teus olhos a abrir, exalando a serenidade e delicadeza, mesma de outrora, tive enfim a certeza.
E precisava enfim lhe dizer...
Ah, mas não pude...
Mas sim, poderei, quando lhe ver... poder, finalmente, lhe dizer...


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To my Juliet.

Monday, December 21, 2015

Deuses


Tu amaste, provavelmente, apenas pessoas que não existem, se não em tua mente.
Deuses não estão destinados à mortais, se não apenas para divertir-se como seres viventes.



The most impassionate song to a lonely soul...

And when you're dancing and laughing and finally living,
Hear my voice in your head and think of me kindly...


Do... you... love me like you used to...?




No...
'la da daaa... la da daaa... la da daaa, da daa, da daa, da daa...'


Cântico da Donzela das Terras do Norte


Ao teu cântico nas pedras a zelar o mar, ecoando aos quatro ventos e nas águas infindáveis...
Ecos do teu lamento heroico, apaixonado... de onde tamanha beleza incomparável, à encantar e saudar os deuses.
Corri nos labirintos de minha consciência dual, em meu tríplice microcosmo, endeusificado de dentro para fora, perseguindo aquela voz que me arrebatara de meu sono consciente, e me guiava à um plano divino... Onde os quatro ventos cruzavam-se, e as águas banhavam a tua longínqua terra, curvando-se a teus pés, a quebrantar-se nas rochas, oscilando em sua sinfonia. Neste litoral divino, onde eu poderia ouvir deuses a celebrar em cantos e danças... e a fonte, com certeza também divina, daquela voz...
Grito e então liberto-me! Em meu fascínio, que conseguiste me preencher com tua luz, sim, alcançarei tua voz, oh... minha donzela desconhecida!
Em meu plano, a tentar fazer-me ouvir, canto... a tentar alcançar-te, canto... e o portal se abre.
Avisto-a em teu cântico... e num estágio de admiração catatônica, deslumbro-te o semblante, o olhar fino e penetrante, teus fios dourados a esvoaçar ao toque dos ventos; soa como se fosses a própria deusa a quem invoca teu canto uivante, donzela das terras do Norte.
Sublime voz a transpassar dimensões... a trespassar meu corpo, mente, alma.
Sublime voz a entoar e me possuir com sua luz, de tua beleza à serenidade de teu canto, tu endeusificada de dentro para fora, teu lamento me alcançou.
Transporto-me à tua frente, as janelas de nossas almas cruzam-se, e nossas vozes em uníssono; somos, então, um... minha donzela não mais desconhecida, donzela das terras do Norte.
Cantemos, cantemos mais... para que eu possa sempre me guiar pelo seu sublime tom, e nunca mais perder-te de vista; arrebata-me novamente em teu glorioso cântico, agora e para sempre!
Que sejamos um em voz, sejamos um... neste cântico divino a entoar pela eternidade... minha donzela das terras do Norte.
Cantemos, cantemos mais... e purifiquemo-nos com esta sinfonia ao Universo!
Cantemos...
Cante...